A expectativa dos petistas em SP após o longo voo de Lula com Haddad
Haddad acompanhou Lula em viagem à Ásia em meio à pressão de petistas sobre definição se ministro será ou não candidato em São Paulo
Vinicius Passarelli, do Metrópoles
26/02/2026 02:15, atualizado 26/02/2026 02:15
Aliados do ministro Fernando Haddad (PT) apostam que a longa viagem à Índia e à Coreia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) serviu para o chefe do Palácio do Planalto diminuir a resistência do ex-prefeito da capital paulista em ser o candidato ao Governo de São Paulo na eleição deste ano.
Lula considera Haddad o principal nome para liderar seu palanque no maior colégio eleitoral no país, mas o ministro tem se mostrado reticente em disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes. Ele foi derrotado no segundo turno em 2022 pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como o favorito para vencer novamente o pleito, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto.
A comitiva presidencial partiu de Brasília na terça-feira passada (17/2) e retornou ao Brasil na madrugada desta quarta-feira (25/2).
Além do ex-prefeito da capital, também acompanharamm o presidente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).
Ambos são nomes cotados para compor a chapa paulista. Enquanto Marina é um dos nomes discutidos para sair ao Senado, França é pré-candidato ao governo paulista, mas petistas acreditam que ele pode deixar a disputa, a depender do acordo com o PSB.
O partido é peça central no xadrez devido à indefinição se o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá no posto. Lula tem indicado que gostaria de ter o auxiliar, que foi governador de São Paulo por quatro mandatos, nas urnas no estado, seja ao Senado ou ao próprio governo caso Haddad não seja o candidato.
Além disso, o PSB aparece como um dos possíveis destinos para a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), caso ela também componha a chapa em uma das vagas para a disputa ao Senado. Isso porque a ministra não teria o aval do atual partido, MDB, para a candidatura, uma vez que a legenda faz parte do arco de alianças de Tarcísio de Freitas em São Paulo.


